Em meio às ruínas de um Japão que aprendia a se reerguer, nasce uma história que irá pousar suavemente no seu coração.
De onde veio, o que está fazendo aqui, para onde vai.
Cedo ou tarde, essas perguntas milenares deixam de ser apenas uma abstração distante e começam a cobrar de você uma resposta.
Aos dezesseis anos, uma inquietação. Meio século depois, dois livros — um sobre o que permanece, outro sobre quem realmente somos.
De onde veio, o que está fazendo aqui e para onde vai
Cedo ou tarde, essas perguntas milenares deixam de ser apenas uma abstração distante e começam a cobrar de você uma resposta.
Este livro percorre essas questões com profundidade, mas em linguagem simples. Ele não entrega respostas prontas; oferece referências e evidências para que você decida o que mais ressoa em você.
Reunindo reflexões inspiradas em diversas fontes, das grandes tradições espirituais e filosóficas às descobertas da ciência moderna, Carlos Schüller o conduz por uma travessia que aproxima fé e razão, sem dogmas nem imposições.
Ao longo do caminho, temas que costumam parecer distantes ou difíceis se revelam próximos e compreensíveis: a origem do ser, o sentido da existência, o mistério da morte e o destino que a todos aguarda. Não são verdades prontas a aceitar, mas possibilidades a examinar, cada uma no seu tempo e à luz da própria consciência de quem lê.
Ao final, uma compreensão começa a nascer: nada se perde sem deixar aprendizado, nada acontece sem possibilidade de sentido, e a existência é muito maior do que os olhos conseguem alcançar. Inúmeras sementinhas do conhecimento já foram plantadas ao longo do seu caminho. Algumas já germinam; outras germinarão à medida que você avançar por estas páginas.
A vida das famílias japonesas após o fim da guerra
Em meio às ruínas de um Japão que aprendia a se reerguer, nasce uma história que irá pousar suavemente no seu coração.
Ao acompanhar a vida de Katsuko Yamashita, da infância à maturidade, o leitor é convidado a mergulhar num Japão que as cidades já não guardam mais, mas que ainda pulsa nas pequenas ilhas do arquipélago, nas vilas onde o tempo caminha mais devagar, nos templos escondidos entre pinheiros e nos corações das pessoas que aprenderam a carregar o passado como se carrega água nas mãos: com cuidado, sem pressa, sem derramar.
Katsuko nasceu quando o Japão ainda caminhava entre ruínas e esperanças. Era o início da década de 1950, e as cicatrizes da guerra ainda estavam frescas, nos olhos cansados dos sobreviventes, nas paredes cegas das cidades, nas orações silenciosas dos lares enlutados. Mas foi também nesse tempo que o Japão começou lentamente a respirar novamente.
Na pequena ilha de Shōdoshima, enquanto o país reconstruía lares e sonhos, nascia uma menina. Ela era uma entre tantas a vir ao mundo naquele tempo de esperança renovada, mas carregaria silenciosamente a memória de um Japão inteiro. O seu nascimento era o mais discreto sinal de que a vida avançava: teimosa e resiliente, como a erva que rompe a pedra.
Katsuko era filha de um Japão ferido, sim. Mas também de um Japão sábio e resiliente, que soube resguardar sua alma nas coisas simples: no vapor perfumado do arroz cozinhando devagar, no silêncio dourado de um entardecer sobre o mar, no respeito aos mais velhos e na reverência à terra que alimenta e ao mar que sustentava a vida da ilha.
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